Autor: Diógenes Ferreira Miyata

  • Os 8 principais mercados emergentes de logística

    Os 8 principais mercados emergentes de logística

    Pesquisa realizada em 2016 para o Índice de Logística de Mercados Emergentes Agility registra algumas mudanças notáveis ​​nos rankings globais dos mercados emergentes de logística.

    Com 45 mercados emergentes de logística, baseados no tamanho e atratividade do crescimento, compatibilidade e conectividade, o Índice de Logística de Mercados Emergentes da Agility (AEMLI) usa dados de várias fontes globalmente influentes. Isso inclui o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, a ONU, o Fórum Econômico Mundial e a Associação Internacional de Transporte Aéreo, além de várias agências governamentais em todo o mundo.

     

    8º – México

    Mudança no ranking: 1

    As reservas de petróleo do México, embora substanciais, não tiveram sorte no mercado. O setor privado foi convidado a participar há dois anos, mas a indústria foi imediatamente atingida (e continua sofrendo) com a queda dos preços globais. O México não só se orgulha de sua proximidade com os EUA, o que tem garantido que o país tenha desenvolvido vínculos comerciais e de infraestrutura com a maior economia do mundo, mas também baixos custos trabalhistas, o que contribuiu para sua ascensão.

     

    7º – Indonésia

    Mudança no ranking: -3

    A proximidade geográfica com uma potência econômica não conseguiu salvar a Indonésia de cair três posições no ranking de mercados emergentes de logística. O governo respondeu à queda nos preços das commodities ao tentar melhorar o ambiente de negócios do país, mas, especialmente do ponto de vista logístico, as perspectivas do país não são tão positivas quanto antes. Juntamente com o aperto fiscal como consequência da queda das commodities, toda a rede de infra-estrutura da Indonésia continua marcada pela corrupção, pela operação com procedimentos extremamente inadequados e improdutivos e pelo subdesenvolvimento.

     

    6º – Brasil

    Mudança no ranking: -3

    Mais uma vítima da queda nos preços do petróleo, o Brasil caiu fora das 3 primeiras posições dos mercados emergentes de logística pela primeira vez. Embora a classe média do país tenha crescido nas últimas duas décadas, isso não foi suficiente para evitar o aumento do desemprego após a queda das commodities. Isso também foi agravado pelo fato de que a rede de infraestrutura do país precisa ser atualizada, enquanto, ao mesmo tempo, novos sistemas precisam ser desenvolvidos para eliminar a corrupção e aumentar a produtividade.

     

    5º – Arábia Saudita

    Mudança no ranking: -3

    Talvez não seja surpreendente ver que a Arábia Saudita tenha caído no ranking dos mercados emergentes de logística, dada sua dependência do petróleo, mas a importância de seu planejamento econômico não deve ser subestimada. Levando em conta sua posição estratégica no Golfo, o Reino está tomando medidas para explorar isso, ao mesmo tempo em que faz esforços concentrados para diversificar sua economia para um futuro pós-hidrocarbonetos.

     

    4º – Malásia

    Mudança na classificação: 4

    Um dos maiores produtores entre os 45 países que compõe os mercados emergentes de logística, a Malásia vem passando por uma forte mudança para uma economia diversificada após anos de dependência do comércio de commodities. O país desenvolveu uma base robusta de manufatura, que consiste em produção, peças e montagem, bem como uma indústria de óleo de palma em crescimento.

     

    3º – Índia

    Mudança na classificação: 2

    A Índia subiu dois lugares no ranking dos mercados emergente de logística por boas razões; é a sétima maior economia do mundo e está continuamente expandindo sua capacidade produtiva, principalmente através da iniciativa “Make in India”.

    A AMELI destaca talvez o maior desafio que o país enfrenta: “O regime tributário atual da Índia efetivamente cria 29 mercados subnacionais dentro da nação de tamanho continental, e requer postos de controle nas principais vias de transporte que criam filas de caminhões e atrasos no trânsito, enquanto corroem valor e eficiência, e adicionando complexidade significativa ao sistema”.

     

    2º – Emirados Árabes Unidos (UAE)

    Mudança na classificação: 2

    Juntamente com a sua localização geográfica privilegiada e recursos financeiros substanciais, os Emirados Árabes Unidos estão bem posicionados no mercado emergente de logística para se transformar em um centro regional conectando outros países ricos em petróleo com o resto do mundo. O país também tem uma série de iniciativas bem conhecidas para encorajar as empresas a se estabelecerem no País.

     

    1º – China

    Mudança na classificação: sem alteração

    A China se beneficiou de anos de crescimento econômico substancial, apoiando seu setor manufatureiro em constante expansão, com investimentos adequados em aeroportos, estradas, ferrovias e portos. A perda de US$ 5 trilhões de suas bolsas em 2015 ajudou a destacar o fato de que ainda há muito a ser feito para tornar o ambiente logístico mais robusto, particularmente através da melhoria da divisão rural/urbana e do combate à corrupção.

     

    Fonte: Supply Chain