Autor: Diógenes Ferreira Miyata

  • Dropshipping: Um Segundo Olhar

    Dropshipping: Um Segundo Olhar

    Por Anna Hensel

    À medida que uma maior fatia das vendas se move para o online, alguns grandes varejistas estão tomando medidas para reduzir a quantidade de estoque que possuem.

    Especificamente, as lojas de departamentos e outros varejistas tradicionais estão começando a vender mais produtos em regime de dropship, o que significa que o fabricante, e não o varejista, envia o produto diretamente aos clientes. A Foot Locker anunciou que começou em escala piloto um novo programa de dropshipping com seu maior fornecedor, a Nike, no último trimestre, enquanto a Nordstrom disse durante um evento com investidores no mês passado que planeja expandir a gama de produtos em dropship daqui para frente. Outras startups de venda direta ao consumidor, como Caraway e Gravity Products, também estão começando a vender seus produtos em regime de dropship por meio de sites de varejistas como Crate and Barrel e Macy’s.

    Para varejistas e marcas, vender mais produtos em regime de dropship pode ser menos arriscado do que se comprometer com um negócio de atacado tradicional, no qual uma marca se compromete a enviar uma certa quantidade de estoque a um varejista e espera que se esgote. No entanto, tanto os varejistas quanto as marcas precisam fazer algumas concessões. Os varejistas perdem algum controle sobre a experiência do cliente, pois precisam confiar em outra empresa para colocar seu produto nas mãos do cliente em tempo hábil. Enquanto isso, as marcas obtêm menos apoio de marketing do que se fizessem um acordo exclusivo no atacado com um varejista.

    Afinal, o que é dropshipping?

    Dropshipping é um método de atendimento de pedidos em que o varejista não tem em seus depósitos o estoque do produto vendido. Este termo ganhou popularidade pela primeira vez como uma forma de se referir a indivíduos que abriam uma vitrine em sites como Amazon e eBay e vendiam produtos que na verdade não eram seus. Depois que um cliente fazia um pedido em seu site, o dropshipper fazia o pedido diretamente ao fabricante, que o despachava para o cliente. Freqüentemente isso resultava em tempos de envio mais longos do que o esperado pelos consumidores, já que os produtos tinham que ser despachados de fábricas na Ásia. Às vezes, os clientes eram enganados, pois recebiam a promessa de produtos que, de fato, não existiam.

    Mas quando um varejista como a Macy’s ou Nordstrom diz que está vendendo mais produtos em regime de dropship, isso significa algo um pouco diferente. Em um relacionamento tradicional com o atacado, um varejista como a Macy’s compraria, por exemplo, 10.000 unidades de uma panela de um fabricante de utensílios de cozinha para vender em suas lojas ou disponibilizá-las em seus centros de distribuição e, em seguida, enviá-la para um cliente que compra a panela em Macy’s.com. Mas, em um relacionamento de dropship, a Macy’s ainda lista o pote como disponível para venda em Macy’s.com, mas uma vez que o cliente faz o pedido, a fabricante de panelas, e não a Macy’s, a envia para o cliente. Nesse caso, a fabricante de panelas ainda possui um depósito onde armazena o estoque, ao contrário da primeira geração de dropshippers.

    Na maioria dos casos, as marcas precisam se inscrever para vender seus produtos por meio do site de um varejista em regime de dropship. Para participar do programa de dropshipping da Macy’s, por exemplo, as empresas devem ter “operações de atendimento eficientes e confiáveis”.

    O dropshipping para os varejistas

    Jason Goldberg, diretor de comércio da Publicis, disse que a popularidade do dropshipping tem sido cíclica nos últimos anos. Alguns varejistas que lançaram programas de dropshipping há alguns anos, como a Macy’s, dizem que isso continua sendo uma grande parte de sua estratégia. Outros, como a Target, silenciosamente os deixaram desaparecer.

    “Francamente, vejo isso como uma tática que fica na moda quando os varejistas são economicamente desafiados”, disse Goldberg. Como os varejistas não precisam gastar milhões comprando o mesmo estoque antecipadamente, o dropshipping pode ser mais econômico para eles. Os varejistas também evitam o risco de comprar em excesso.

    A Nordstrom, por exemplo, disse que transportaria mais itens em regime de dropship após um ano em que suas vendas caíram drasticamente devido à pandemia do coronavírus. Sua CFO, Anne Bramman, disse durante uma conferência com investidores no mês passado, que “Estamos apenas criando essa flexibilidade para garantir que estamos lá para atender à demanda do cliente, mas também nos mantendo muito focados na disciplina em torno de nossa gestão de estoque”, ao explicar o movimento em direção ao dropshipping.

    O movimento em direção ao dropshipping ocorre enquanto as lojas de departamento em geral estão tentando reduzir seus níveis de estoque drasticamente – o CEO da Macy’s, Jeff Gennette, disse no mês passado que a Macy’s encerrou 2020 com níveis de estoque 27% mais baixos, em comparação com 2019.

    Além de ser mais econômico, Goldberg disse que o dropshipping pode ser uma boa maneira para os varejistas venderem produtos em novas categorias nas quais eles não querem fazer um grande investimento – digamos, se a Target quisesse começar a vender plantas para complementar alguns de seus outros itens de decoração para casa.

    Porém, o risco para os varejistas é que, ao depender de um fabricante para enviar os produtos diretamente aos clientes, eles perdem algum controle sobre a Experiência do Cliente. Um cliente pode fazer uma compra de cinco produtos diferentes no site da Nordstrom, que podem ser enviados por cinco fornecedores diferentes, e chegar em dias e horários diferentes. Também pode haver um aumento nas reclamações dos clientes se um fabricante for especialmente ruim quanto ao atraso no envio de produtos, ou se eles forem danificados no transporte.

    O dropshipping para as marcas

    Vender produtos no atacado tem sido historicamente um empreendimento caro e demorado para as marcas. Alguns varejistas querem que as marcas se comprometam a criar um produto exclusivo para elas antes de concordar em vendê-lo em suas lojas ou em seu site. Um varejista pode pedir centenas de unidades de uma marca, mas pode não pagar por esse pedido até mais de 30 dias após o envio. Se um varejista não vender todos os produtos de uma marca em um trimestre, ele pode reduzir os produtos dessa marca ou enviá-los de volta para a marca, que então tem que arcar com os custos de tentar revendê-los.

    “O atacado acaba amarrando as mãos da marca”, disse Rebekah Kondrat, fundadora da consultoria Kondrat Retail.

    Mas, ao vender produtos em regime de dropship, as marcas não precisam fabricar produtos exclusivamente para qualquer varejista em particular, e ao invés disso retiram do estoque que já possuem.

    Algumas marcas também usam o dropshipping para testar o desempenho de seu produto entre os clientes de um determinado varejista, e esperam que o sucesso acabe convencendo o varejista a levar seus produtos para as lojas. A marca de cobertores pesados Gravity Products implantou essa estratégia, coloando seus produtos em regime de dropship nos sites da Bloomingdale’s e da Nordstrom, antes de fechar negócios para colocar seus produtos em lojas selecionadas desses mesmos varejistas.

    “No início do ciclo de vida da nossa marca, sentimos que o dropship era a melhor maneira de mostrar que podíamos vender no varejo”, disse o cofundador da Gravity Mike Grillo à Modern Retail por e-mail. “Isso ajudou a provar o apetite por cobertores pesados ​​e produtos da Gravity, especificamente no início, quando ainda havia ceticismo em torno da categoria.”

    O argumento de Grillo para os varejistas era que “se eles querem manter nossos produtos em estoque em seus sites, eles precisam possuir [o estoque].” Mas Goldberg disse que as marcas que convencem os varejistas a comercializarem seus produtos nas lojas após começarem como parceiros de dropshipping ainda é uma exceção, não a regra.

    Ele acrescentou que, ao vender em regime de dropship, as marcas têm menos probabilidade de serem promovidas na página inicial de um varejista ou por meio de seu email marketing, porque o varejista não tem tanto incentivo para girar o estoque de uma marca como seria se o varejista comprasse grandes quantidades disso.

    Kondrat disse que outra desvantagem do dropshipping para marcas é que a maioria das reclamações de atendimento ao cliente ainda passa pelo varejista, não pela marca, de modo que as marcas podem perder o feedback valioso vindo dos clientes.

    Ainda assim, enquanto os varejistas precisarem reduzir seus níveis de estoque para obter lucro – e as marcas estiverem ansiosas por mais lugares para vender seus produtos – o dropshipping provavelmente se tornará uma tendência maior.

    “A logística é muito mais fácil”, disse Kondrat.

    Link para o artigo original: https://www.modernretail.co/retailers/unpacked-why-dropshipping-is-getting-a-second-look/

  • Panorama 2021: A recente escassez de motoristas nos EUA requer soluções de longo prazo

    Panorama 2021: A recente escassez de motoristas nos EUA requer soluções de longo prazo

    Por: William B. Cassidy, Editor Sênior – The Journal of Commerce 

    A pandemia da COVID-19 impulsionou e colocou novamente em grande destaque o problema centenário de encontrar, contratar e manter no trabalho os motoristas de caminhão, revigorando os debates sobre o salário, as horas trabalhadas e os tempos perdidos na carga e descarga, em meio a uma escassez de trabalhadores que persiste ano após ano. Há um consenso crescente de que as soluções de ontem não evitarão a escassez de amanhã. 

    Ao contrário dos anos recentes, 2020 viu uma escassez de motoristas de caminhão, com base em dados do US Bureau of Labor Statistics (BLS – Secretaria de Estatísticas do Trabalho). Embora as contratações no setor de transporte tenham aumentado até Outubro, preenchendo 63.500 vagas em comparação com o ponto mais baixo que aconteceu em Abril, o número de motoristas de caminhão empregados ainda era 65.700 menor do que em Outubro de 2019, mostram os dados de emprego do BLS. 

    Esse déficit ano a ano é maior do que a carência de 59.000 motoristas alegada pela American Trucking Associations em 2019. Se a carência persistir, 2020 será o primeiro ano desde a recessão de 2008-09, em que o número de caminhoneiros caiu. Em 2019, os dados do BLS mostraram um aumento de 3% no número de motoristas de caminhões pesados, atingindo 1,86 milhão. 

    “O salário pode resolver o problema no curto prazo, mas a longo prazo temos que mudar o trabalho do motorista”, disse Shelley Simpson, vice-presidente executiva, diretora comercial e presidente de serviços rodoviários da JB Hunt Transport Services durante a conferência virtual JOC Inland Distribution, em 11 de novembro. “E esta é uma das razões pelas quais você vê tanta tecnologia entrando na indústria de caminhões.” 

    J.B. Hunt tem anos de experiência nesta área. Ao longo do ano de 1998, a empresa de transporte aumentou o salário dos motoristas de 25 para 37 centavos de dólar por milha, um aumento de 48 por cento, e ofereceu mais tempo em casa em um esforço para reduzir a alta rotatividade de motoristas. Isso pode ter resolvido o problema de curto prazo do final da década de 1990, mas, 22 anos depois, o problema permanece. 

    Muitas operadoras de transporte começaram a aumentar os salários no final de 2020, mas resolver a escassez exigirá mais do que o aumento de salários e a possibilidade de ficar mais tempo em casa, o que muitas vezes é visto como um incentivo para recrutar motoristas mais jovens. Será necessária uma abordagem mais eficiente para o transporte rodoviário, tornando o trabalho de dirigir mais fácil e maximizando os rendimentos do motorista e o tempo na estrada, disse Simpson. “Precisamos de melhor visibilidade; precisamos de uma rede conectada”, disse ela. “E isso não é uma ideia de Star Wars.” 

    A questão, disse ela, não é se a indústria pode adicionar dezenas de milhares de motoristas nos próximos anos – provavelmente não pode – mas como as operadoras podem empregar com mais eficiência os motoristas que temos? “Não acreditamos que haja necessariamente uma escassez de motoristas no longo prazo, mas achamos que há uma escassez de informações e conectividade que nos permitiria criar uma rede mais eficiente”, disse Simpson. 

    Mais tempo de condução 

    Encontrar essas informações é um dos objetivos do Laboratório de Transporte (Freight Lab) do Massachusetts Institute of Technology (MIT). David Correll, cientista pesquisador do MIT e codiretor do Freight Lab, acredita que motoristas de caminhão, despachantes e gerentes de logística precisam utilizar melhor o tempo disponível. O aumento do tempo gasto dirigindo ao invés de esperar em uma doca significa maior capacidade de transporte do caminhão, disse ele. 

    Pesquisa conduzida pelo Freight Lab do MIT mostra que os motoristas de caminhão gastam em média apenas 6,5 horas por dia dirigindo, das 11 horas disponíveis. “A média subiu para perto de 7 horas em estudos recentes, então percebemos que houve alguma melhora”, mas esse número ainda indica uma ineficiência significativa e, por sua vez, possibilidade significativa de melhoria, disse Correll. 

    Os motoristas, no entanto, são altamente dependentes de terceiros, ou seja, expedidores e destinatários, para essa melhoria, disse Correll. “Uma área que é realmente empolgante são as janelas de agendamento. Estamos trabalhando com uma empresa de expedição para lojas de varejo, para ver como a utilização do motorista pode ser afetada se girarmos os botões nas janelas de agendamento. Encontramos alguns impactos poderosos em termos de utilização aprimorada e custos mais baixos. ” 

    As janelas de descarga definidas por destinatários, como grandes varejistas, e entregues aos motoristas pelos remetentes são cada vez mais específicas, embora os destinatários muitas vezes retenham os motoristas além do limite geralmente aceito de duas horas. Isso significa que os motoristas devem chegar aos destinos nos horários exatos, mas, ocasionalmente, esperar horas para serem descarregados. Ao “girar os botões”, Correll significa tornar as janelas de agendamento mais flexíveis – ou seja, permitindo que os motoristas cheguem mais cedo ou mais tarde, e agilizando a carga e a descarga das carretas. 

    O MIT Freight Lab observou uma melhora significativa na retenção e utilização de motoristas em locais de recebimento que ajustaram essas janelas para dar aos motoristas mais flexibilidade. “As instalações que retinham os caminhões por uma ou duas horas diminuíram para menos de uma hora. Eu realmente acredito que o que estamos vendo até agora nos dados se resume a gestão do tempo nos finais de semana ”, disse ele, com as instalações abertas nos fins de semana e distribuindo a equipe para facilitar as movimentações dos caminhões. 

    Ganhar minutos, quanto mais horas, para os motoristas de caminhão faz a diferença, pois minutos perdidos ao longo do uma semana aumentam rapidamente nos registros ou registros de status de deveres do motorista. Em 2019, o MIT estimou que 12 minutos adicionais por dia na estrada por motorista acabariam com a falta de motoristas. O Freight Lab está examinando novos dados de horas de trabalho dos motoristas, “ainda procurando por esses 12 minutos”, disse Correll. 

    Os transportadores que falaram durante o evento JOC Inland Distribution não apenas reconheceram a importância de carregar e descarregar mais rapidamente, mas disseram que precisavam ser mais “centrados no motorista”. Isso não significa apenas permitir que os motoristas usem o banheiro, fornecer comida ou uma sala de descanso. Isso significa planejar o embarque de uma forma que maximize a produtividade do motorista. 

    “Não acho que passamos tempo suficiente como transportadores pensando no motorista daquele caminhão”, disse Laura Eory, gerente sênior de transporte da fabricante GAF. “Devemos fazer tudo o que pudermos no próximo ano, especialmente à medida que continuamos a lidar com a COVID, para nos colocar no banco do motorista e pensar sobre o que gostaríamos que os embarcadores fizessem para tornar as entregas mais fáceis.” 

    Disponível em: Artigo original

  • Fretes Marítimos Mais Altos em 2021

    Fretes Marítimos Mais Altos em 2021

    À medida que nos aproximamos do final do ano, a Drewry reafirma sua visão de que os fabricantes e varejistas devem esperar que as taxas de frete marítimo contratado na maioria das rotas aumentem – e não caiam – em 2021, após grandes mudanças no mercado desde o surto de COVID-19.

    Ainda é muito cedo para chegar a conclusões exatas sobre as alterações nos fretes em 2021. No entanto, analistas da indústria dizem que são óbvios os sinais de que as transportadoras ganharam poder de precificação e estão gerenciando a capacidade dos navios em seu benefício no mercado spot de transporte marítimo.

    Com base no Drewry Container Freight Rate Insight, um serviço que rastreia e fornece taxas médias de frete spot globalmente em mais de 700 rotas e analisa tendências de mercado, analistas dizem que podem ver claramente que, desde o último mês de Março, as taxas spot de 2020 excederam as de 2019 por uma larga margem. O Global Freight Rate Index, uma média ponderada das taxas all-in spot nas rotas internacionais leste-oeste, norte-sul e intra-regionais, atingiu US $ 2.540 / contêiner de 40 pés em setembro de 2020, um aumento de 43% em relação a setembro de 2019.

    “Algumas rotas e regiões se destacam, beneficiando-se de fretes mais baixos, mas a grande maioria está vendo os fretes subirem – particularmente no Transpacific Eastbound, rota da Ásia para a Costa Leste dos EUA e Canadá -, onde os aumentos são preocupantemente altos para os embarcadores e muito mais lucrativos para os transportadores marítimos”, disse Philip Damas , Diretor e Consultor-líder em Práticas de Supply Chyain da Drewry, com base em Londres.

    Os aumentos estratosféricos nas taxas spot transpacíficas e a atual escassez de capacidade na Ásia levaram os órgãos reguladores na China e nos Estados Unidos a sinalizar que estão observando de perto a situação da concorrência. O Ministério dos Transportes da China se reuniu com a maioria das principais transportadoras no dia 11 de setembro e perguntou às transportadoras por que havia aumentos tão grandes nas taxas transpacíficas e expressou “esperança” de que trouxessem de volta a capacidade dos navios para o mercado.

    Nos EUA, a Comissão Marítima Federal disse em 16 de setembro que está “monitorando ativamente qualquer efeito potencial sobre as taxas de frete e os níveis de serviço de transporte, usando uma variedade de fontes e indicadores, incluindo as informações extremamente detalhadas que as partes envolvidas em um acordo de transporte devem apresentar à agência.”

    De acordo com Damas, a rota Transpacific Eastbound (aumento de até 180% entre 2019 e 2020) e a rota do Norte da Europa para a Ásia (aumento de até 130%) se destacam como rotas onde as taxas spot muito altas provavelmente têm como objetivo aumentar os fretes contratuais nas próximas licitações anuais.

    “Em outras palavras, os fretes spot (agora altos) e os fretes em contrato (agora relativamente baixos) irão convergir – com os fretes em contrato na maioria das rotas devendo aumentar em 2021. A diferença atual entre os fretes transpacíficos contratados e spot é hoje de mais de $ 2.000 / contêiner de 40 pés e incentiva os transportadores marítimos a minimizar a sua capacidade vendida com fretes em contrato (muito mais baixos) ”, disse Damas.

    Particularmente este ano, os embarcadores e despachantes devem acompanhar a evolução das taxas de frete spot porque indicam o aperto do mercado em algumas rotas, podem ser um indicador importante das taxas de contrato e podem apontar para problemas futuros de disponibilidade de capacidade se transportadoras marítimas priorizarem cargas spot (mais altas) versus cargas contratuais menos lucrativas (com classificação inferior).

    “Além do risco de taxas marítimas mais altas, a outra questão na agenda em 2021 é: quais fornecedores confiáveis ​​minha empresa deveria usar para garantir capacidade nos navios?” Damas concluiu.

    Artigo publicado originalmente em:

    https://www.scmr.com/article/u.s._supply_chain_managers_should_expect_higher_ocean_contract_rates_in_202

    Patrick Burnson

    Diretor Executivo

    Supply Chain Management Review

  • Quais são os equipamentos essenciais para uma empresa de Logística?

    Quais são os equipamentos essenciais para uma empresa de Logística?

    Empresa do ramo logístico estão sempre em movimento, ela precisa de ações constantes que envolvem o manuseio da carga. Por conta disso, é fundamental ter todos equipamentos de logística para auxiliar os profissionais a executarem suas tarefas com mais agilidade e eficiência.

    Constantemente esse segmento se reinventa e lança novidades para transportar, controlar entradas e saídas, estocar ou categorizar produtos. Quanto mais ferramentas são utilizadas, melhor será a performance no trabalho.

    Principais equipamentos de logística

    Sendo o departamento de movimentação de cargas uma área estratégica dentro da logística, é fundamental investir em equipamentos que ajudem a representar um grande diferencial competitivo para a empresa.

    Esses artifícios permitem melhor aproveitamento de espaço e também, mais rapidez no deslocamento de cargas para o transporte.

    Os equipamentos de logística podem ser manuais ou automatizados, vai depender do tipo de mercadoria a ser trabalhada. Afinal, cada um deles tem o seu propósito.

    Confira quais são os principais equipamentos de logística!

    • Empilhadeira

    Esse é um dos principais equipamentos que uma empresa do segmento de logística precisa investir, afinal, é fundamental para armazenar, carregar e descarregar as mercadorias de uma forma muito segura e rápida.

    Em tempos de tecnologia, não é necessário contratar muitos trabalhadores para movimentar cargas pesadas, pois as empilhadeiras diminuem a necessidade de grande esforço humano.

    Para usar a empilhadeira no ambiente de trabalho de maneira segura, os operadores devem ser bem treinados para evitar acidentes.

    Existem muitos modelos de empilhadeira, entre eles o compacto, ideal para ambientes menores, onde é possível alcançar locais mais altos. 

    Ou seja, mesmo espaços menores podem fazer uso desse equipamento para logística e ganhar versatilidade no dia a dia de trabalho.

    Entre outros modelos de empilhadeira estão: Patolada e a Contrabalançada.

    Cada uma delas se adapta a ambientes e necessidades específicas.

    equipamentos essenciais para uma empresa de Logística

    • Esteiras Transportadoras

    Movimentar mercadorias de um ponto para outro fica mais fácil através desse equipamento para logística. A vantagem é o ganho de tempo, versatilidade e a diminuição no número de trabalhadores.

    As esteiras podem ser fixas ou flexíveis, ademais, precisam ser escolhidas com base no tipo, dimensão e peso do produto.

    Esse recurso pode ser usado na distribuição de pacotes, expedição, carga e descarga.

    • Guindastes

     Esse é um dos equipamentos de logística indicados para empresas que possuem produtos muito pesados, dessa forma, fica mais fácil movimentar, uma vez que em alguns casos, nem as empilhadeiras ou paleteiras dão conta.

    Os guindastes são perfeitos para elevação das cargas, ações muito usadas para armazenamento, carga e descarga.

    • Transelevadores

    Esses equipamentos são excelentes ferramentas para armazenar os produtos de uma forma automatizada, sua indicação é apropriada para lugares estreitos

    Ele se movimenta através de um sistema de computador, onde anda como uma espécie de monovia vertical e flexível capaz de alcançar até 40 metros.

    Os transelevadores tem capacidade de movimentar até 6 toneladas de mercadorias com extrema exatidão. Através desse equipamento de logística é possível aumentar a produtividade da empresa nos setores de armazenagem e separação de pedidos.

    Existem vários modelos de transelevadores, entre eles: Mini Load (mercadorias mais leves) e Unid Load ( mercadorias mais pesadas).

    equipamentos essenciais para uma empresa de Logística

    • Transpaletes

    Esse equipamento de logística é usado para fazer movimentações na horizontal, é importante analisar as rodas dos transpaletes, pois elas devem ser escolhidas de acordo com o piso.

    As rodas de nylon são indicadas para pisos mais abrasivos e lisos, enquanto que o poliuretano são indicados para pisos usinados e pintados.

    Existe o transpalete manual destinado a cargas de 2500 kilos, muito usado para carga e descarga em docas. Já o transpalate elétrico, funciona pela tração  e elevação elétrica, fator que exige um operador, uma opção barata, porém, recomendada para movimentação de cargas médias.

    Por fim, existem muitos outros equipamentos de logísticas, eles são extremamente importantes para facilitar a movimentação de cargas em toda a segurança.

    Gostou do conteúdo? Confira também: 5 dicas para saber como melhorar suas entregas

  • Como funciona o transporte de carga fracionada? Entenda mais sobre o assunto

    Como funciona o transporte de carga fracionada? Entenda mais sobre o assunto

    O transporte de carga fracionada é uma tendência no setor logístico, o objetivo principal é fazer com que a mercadoria chegue ao destino em segurança pagando um frete equivalente ao espaço que ela ocupa.

    A operação é caracterizada quando uma pequena remessa é enviada, ou seja, o embarcador não precisa pagar pelo caminhão completo, mas somente pela espaço que utilizou.

    Como exemplo podemos usar uma empresa uma caixa de camisetas para outra cidade, ele pode usar o sistema de carga fracionada para não arcar com o frete completo do veículo.

    Como funciona o transporte de carga fracionada?

    Com o aumento das vendas pela internet no varejo, algumas transportadoras estão investindo no transporte de carga fracionada, ademais, essa modalidade é ideal para empresas que repõe estoques em pequenas quantidades.

    Na carga fracionada, não é necessário que uma empresa use todo o espaço do caminhão para enviar seus produtos ao outro destino. É uma preocupação a menos e existem inúmeras transportadoras que trabalham dessa forma.

    Em contrapartida, a transportadora precisa analisar diversos aspectos para oferecer esse serviço, entenda:

    • Cobertura Geográfica

    Para a empresa transportadora, é necessário avaliar qual será a região atendida, pois em determinadas regiões mais remotas do País pode ser necessário ter parcerias com outras empresas do ramo.

    • Demanda

    Obviamente que um estudo deve ser feito para saber se existe uma boa demanda para o transporte de carga fracionada para determinada região. É fundamental saber se os esforços direcionados a ela valerão a pena em termos financeiros.

    • Segmento que será atendido

    A transportadora ainda precisa definir os tipos de mercadorias que farão parte do seu portfólio para o transporte.

    Por se tratar de carga fracionada, é importante que eles sigam a mesma linha. Pois não é permitido levar maquiagem  juntamente com alimentos por exemplo.

    transporte de carga fracionada

    • Ter um bom controle de entregas

    A tecnologia deverá fazer parte do dia a dia de uma transportadora que faz o transporte de  carga fracionada, pois a movimentação das mercadorias devem ser acompanhadas, uma vez que ela percorre muitos lugares antes de chegar ao destino.

    • Agilidade, confiabilidade e comprometimento com prazos

    Dentro de um caminhão de carga fracionado existem produtos para diversos clientes, ou seja, a transportadora tem uma grande responsabilidade no cumprimentos de prazos de entrega e cuidados para evitar o extravio.

    A tecnologia e treinamento da equipe podem ajudar a manter as coisas organizadas e também, a despachar as cargas com bastante eficiência. Entretanto, é necessário grande empenho para que tudo corra conforme o planejado.

    Quando bem executado, o transporte de carga fracionada pode trazer muitos benefícios a transportadora, sobretudo com relação a oferta de serviços.

    Qual é a diferença do transporte de carga fracionada e a lotação completa?

    No transporte de carga fracionada, as transportadoras precisam reunir vários clientes que possuam produtos com características semelhantes e com o mesmo destino para dividir os custos do transporte.

    Esse é um bom negócio também para as empresas, uma vez que nem sempre tem cargas para completar o caminhão.

    Todavia, quando se fala em carga de lotação completa o negócio funciona de forma completamente diferente, pois uma determinada empresa usa todo o espaço do caminhão com sua mercadoria, portanto, ela precisa ser transportada até o destino sozinha.

    A entrega da carga de lotação completa geralmente é mais rápida, pois o transportador se desloca diretamente ao destino da mercadoria, sem paradas intermediárias como no caso da carga fracionada.

    Contudo, ambas modalidades de frete são muito utilizadas, pois atendem demandas completamente diferentes do mercado.

    Gostou do conteúdo? Confira também: A importância da logística em tempos de crise

  • 5 dicas para saber como melhorar suas entregas

    5 dicas para saber como melhorar suas entregas

    Entender as dicas para melhorar as entregas de produtos aos clientes pode ser um grande diferencial para sua empresa. Tanto que clientes atacadistas, distribuidores e consumidores finais valorizam o prazo em que a sua compra será disponibilizada a ele.

    Agora, em tempos onde as vendas online aumentaram bastante, esse detalhe é fundamental para satisfazer o cliente e fazer com ele volte a fechar negócios com sua empresa.

    Portanto, é ideal criar estratégias para melhorar constantemente o setor de logística, pois é através dele que o seu negócio vai conquistar o mercado.

    Dicas para melhorar as entregas de produtos aos clientes

    Manter o setor de logística funcionamento adequadamente pode parecer bem fácil, todavia não é, pois exige uma grande organização, planejamento e muitas vezes, investimento em ferramentas tecnológicas que vão ser grandes aliadas.

    Apesar de trabalhoso, é perfeitamente possível. Por isso, muitas empresas se destacam não só pela qualidade dos produtos, mas pelo envio rápido e atendimento atencioso.

    Confira como sua empresa também pode conseguir isso com essas dicas para melhorar as entregas!

    como melhorar suas entregas

    1- Mantenha um bom controle de estoque

    Você vende muito e não tem produto no estoque. Você sabia que existem muitos casos semelhantes? Por conta disso, ocorrem os atrasos nos envios.

    É fundamental ter uma plataforma de gestão ERP, pois ela vai ajudar a controlar de uma forma bem rígida a quantidade de produtos, entradas e saídas e principalmente, envia avisos quando um item que vende muito está acabando e precisa de reposição.

    Fazer uma gestão eficiente do estoque é o primeiro passo para conseguir identificar as falhas que podem interferir no prazo de entrega dos produtos aos clientes.

    2- Mantenha um bom relacionamento com seus fornecedores

    Tenha em mente que você precisa muito do seu fornecedor, afinal, você depende dele para comercializar um determinado produto.

    É fundamental sempre manter a boa relação e sobretudo, um padrão de entrega. Desse modo, você poderá fazer o cálculo de quando deve fazer o pedido para que não esvazie completamente as prateleiras do seu estoque.

    Alinhar as compras e recebimento de reposição de estoque é uma ação necessária para garantir que as vendas e entregas aos seus clientes não sejam  prejudicadas.

    Portanto, selecione bem os fornecedores e tenha um acordo com eles para que essa cadeia de abastecimento não seja quebrada.

    como melhorar suas entregas

    3- Faça cálculos de estimativas de vendas

    As projeções de vendas são uma forma de entender o quanto sua empresa pode faturar em um determinado período. Trata-se de estimativas, porém, que vão ajudar muito no processo de compra e controle do estoque.

    Os setores de marketing, venda, compras, estoque e logística devem trabalhar juntos, se eles não estiverem sincronizados, um lado pode arrebentar e com certeza o prejudicado será o cliente que pode não receber o produto no tempo estimado.

    Portanto, encontre meios de jamais deixar faltar os itens que mais vendem, caso contrário, todo o esforço terá sido em vão.

    4- Avalie os melhores mecanismos logísticos

    As entregas podem ser feitas por transportadoras ou correios, vai depender muito do volume de vendas do seu negócio.

    Os correios por sua vez, atende demandas menores, porém, possuem um prazo de entrega que muitas vezes não satisfazem os clientes, pois costumam atrasar demasiadamente.

    É fundamental que se você optar pela entrega dos correios, jamais permita que o cliente confunda o seu prazo de separação e envio com o prazo do transporte pelos correios.

    Seja transparente com relação a isso, pois o atraso dos correios pode comprometer a credibilidade da sua empresa.

    Agora, empresas com volume maior de vendas podem contar com transportadoras especializadas. Nesse caso, os riscos de atrasos e extravios são menores, ademais, elas oferecem um seguro que permite o ressarcimento rápido, caso houver algum problema.

    5- Considere formas alternativas de transporte

    Nessa altura, você já tem um bom controle de estoque e todos os setores estão trabalhando em conjunto, inclusive os correios ou a transportadora que realiza a entrega.

    Mas, você já está preparado para imprevistos?

    Por exemplo: Greve dos Correios ou Problemas com a empresa Transportadora atual?

    Essa é uma das dicas para melhorar as entregas que você não pode deixar passar batido. 

    Ou seja, sua empresa precisa de um Plano B para não comprometer os envios. Tenha uma carta na manga para não deixar o cliente esperando muito.

    Várias novidades no mercado estão surgindo, jamais deixe se atualizar no mundo da Logística.Uma delas é o CrossDocking, um sistema de distribuição que funciona da seguinte forma:

    Um cliente compra um produto do site do vendedor, então, ele é enviado ao um centro de distribuição através de um sistema de redistribuição que faz o envio ao cliente.

    O Mercado Livre trabalha dessa forma através do Mercado Envios, isso explica a agilidade das entregas em determinadas regiões. Além disso, muitas empresas estão aderindo esse conceito.

    Dentro desse contexto, nunca deixe de se aperfeiçoar no campo da Logística com dicas para melhorar as entregas, pois as novidades não param de surgir. 

    Gostou do conteúdo? Confira também: A importância da logística em tempos de crise

  • A importância da logística em tempos de crise

    A importância da logística em tempos de crise

    O mundo está vivendo momentos difíceis, pois inúmeros setores da economia foram atingidos. Como serviços estão paralisados, muitas empresas tiveram que adotar novos sistemas de trabalho, inclusive, reduzir as atividades. Mas, como fica a logística em tempos de crise?

    A logística é o elemento chave em meio a crise, porém, está enfrentando grandes desafios como a redução da demanda em alguns setores e ao mesmo tempo, o aumento da demanda em outros setores como o ramo alimentício e de medicamentos.

    Os chamados “serviços essenciais” estão com uma logística bastante atuante em diversos cantos do Brasil e do mundo.

    O papel da logística em tempos de crise é mais evidente do que nos dias normais!

    Já imaginou se esse setor do mercado estivesse parado? Como as pessoas iriam ter a acesso aos alimentos, medicamentos, insumos para hospitais e outros bens de consumo?

    Talvez, boa parte da população não pare para pensar nesse detalhe, mas cada caminhão visto nas ruas podem ser comparados como as artérias que levam oxigênio ao corpo humano.

    Sem elas em pleno funcionamento, a vida ficaria por um fio.

    A logística tem uma atuação de destaque diante esse momento de pandemia, afinal, ela é a responsável por levar os produtos do fabricante até os pontos de vendas para o consumidor final.

    Além disso, é visto que pequenas ações logísticas também se movem do restaurante que faz a entrega do pedido, do supermercado que leva às compras ao cliente, entre outras.

    Ou seja, logística é vida, esse setor faz os produtos se moverem até chegar no destino final.

    O fluxo de produtos é extremamente necessário, se não existisse a logística, todo o sistema econômico do País entraria em colapso rapidamente, bem como haveria escassez de produtos essenciais à vida.

    importância da logística em tempos de crise

    Como a logística é impactada diante de cenários difíceis?

    É um grande desafio para esse setor do mercado conseguir atender o mercado com agilidade. 

    A logística em tempos de crise precisa trabalhar mais rápido, isso inclui a diminuição nos prazos de entrega, especialmente quando se fala em abastecimento urgente envolvendo medicamentos, alimentos e insumos hospitalares.

    O problema é que essa situação não foi planejada, nem a produção de todos esses produtos e muito menos a entrega em tempo recorde. Por isso, está acontecendo uma escassez no mercado de muito itens de proteção individual.

    Com isso, ocorre a necessidade de importação de insumos envolvendo um maior deslocamento das empresas de transporte.

    Os profissionais da área de logística estão trabalhando bastante, além disso, precisam enfrentar grandes burocracias , pois todos os locais estão operando com grandes barreiras sanitárias.

    O esforço da logística em tempos de crise precisa ser mencionado, afinal , é por causa desses profissionais que ainda tem alimentos nos supermercados, medicamentos nas farmácias e materiais e equipamentos nos hospitais.

    A dedicação e o trabalho árduo da logística permite que a população passe por esses momentos difíceis sem a escassez de produtos essenciais. 

    Porém, infelizmente existe a área de logística que está parada, especialmente no setor de imóveis, eletrodomésticos, automotivo, vestuário e outros. Nesse caso, a gestão empresarial precisa entrar em ação com ajustes para buscar novas oportunidades.

    Já é visto que o setor do varejo digital está se fortalecendo, isso também trará impactos para a logística, que vai precisar  enxergar essa nova oportunidade de negócios e se reinventar para se manter ativo no mercado em meio a crise.

    Gostou do conteúdo? Confira também: 4 dicas para aperfeiçoar sua logística e bombar seu delivery

  • O que é Supply Chain e para que serve?

    O que é Supply Chain e para que serve?

    Supply Chain é um conceito relacionado ao fluxo de materiais e atividades referentes ao processo de produção. Isso significa que engloba toda a cadeia de suprimentos, desde a compra da matéria prima, o recebimento e a transformação disso em produto, bem como sua distribuição e entrega ao consumidor final.

    O caminho que esses materiais tomam é fundamental para identificar fatores que possam melhorar o processo de produção. Porém, é fundamental entender que não existem semelhanças entre Supply Chain e Logística.

    Como funciona o Supply Chain?

    Primeiramente, vamos explicar o porquê Supply Chain e Logística não são a mesma coisa. A logística abrange processos que cuidam do transporte de mercadorias, segurança e monitoramento através de alta tecnologia. Ou seja, ela abrange atividades de movimentação de materiais, armazenamento e distribuição.

    Já o Supply Chain é mais abrangente, pois compreende tanto a logística e seus processos como a compra de matéria prima, armazenamento do fornecedor, recebimento, envio para varejistas, distribuição nas lojas e entrega ao consumidor final.

    Em síntese, o Supply Chain é uma grande rede que envolve fornecedores, clientes, transportadoras e todos os outros parceiros da empresa.

    A logística é uma das etapas dentro da cadeia de suprimentos, que aliás, é importante, pois envolve custos com frete, transporte e armazenamento.

    Supply Chain

    Quais são os objetivos do Supply Chain?

    O Supply Chain não é apenas um conceito, ele é um conjunto de processos coerentes no gerenciamento da cadeia de suprimentos. Entre suas principais funções estão:

    1- Integração de informações

    Com todas as áreas envolvidas no processo integradas, fica mais fácil organizar e otimizar os recursos. Com isso, o gestor tem dados sobre envio e recebimento, registro de pedidos, logística e demais informações essenciais.

    2- Facilita o cumprimento de prazos

    Gerenciar os prazos é um desafio para as empresas, mas quando elas conseguem fazer isso ganha-se melhor performance e confiança do cliente. Com essa ferramenta, é possível simplificar todas as operações e principalmente, dar mais atenção ao cumprimento de prazos estabelecidos.

    3- Permite controlar indicadores de performance

    As empresas conseguem acompanhar as métricas importantes para o crescimento do negócio. A ferramenta oferece inúmeros recursos de análises onde é perfeitamente possível saber os custos, quantidade e qualidade dos itens produzidos e o tempo de escoamento de mercadorias.

    Através dessas métricas é possível avaliar a necessidade de fazer ajustes rapidamente.

    Supply Chain

    Por que o Supply Chain é importante nas empresas?

    As grandes empresas encaram o Supply Chain como uma estratégia para melhorar os procedimentos e ainda obter outras vantagens como:

    • Redução de custos;
    • Aprimoramento da experiência do consumidor;
    • Ganho de vantagem competitiva;
    • Integração de áreas funcionais dentro da empresa;
    • Gestão mais eficiente com fornecedores, transportadoras e parceiros;
    • Melhoria no gerenciamento do estoque e armazenamento de produtos;
    • Eficiência nos prazos de entrega;
    • Agilidade operacional;

    Como consequência disso, o Supply Chain pode aumentar os lucros da empresa e trazer um diferencial competitivo inalcançável pela concorrência. Além disso, não podemos esquecer do aumento na satisfação do cliente, que é o objetivo principal de toda a cadeia de suprimentos.

    Gostou do conteúdo? Confira também: Você deseja melhorar sua gestão logística? Então confira estas 5 dicas!

  • Portos de Los Angeles e Long Beach aprovam taxa para eliminar progressivamente caminhões a diesel

    Portos de Los Angeles e Long Beach aprovam taxa para eliminar progressivamente caminhões a diesel

    Por: Jim Stinson

    Publicado originalmente no dia 11 de Março de 2020 por Tranport Dive.  

    Resumo

    As comissões portuárias de Long Beach e Los Angeles aprovaram uma taxa de US $ 10 por caminhão para ajudar a financiar a transição para veículos elétricos nos dois portos gigantes. A taxa é chamada Clean Truck Fund, de acordo com uma resolução conjunta publicada pelas comissões na segunda-feira.

    A taxa – que poderá chegar US $ 20, no caso de carretas – seria aplicada em caminhões que não tenham emissão nula ou não atendam aos padrões estaduais de emissões. Os portos esperam arrecadar US $ 90 milhões anualmente, de acordo com a resolução. 

    Detalhes do Clean Truck Fund, incluindo cronograma de implementação, ainda estão sendo elaborados. Os portos projetarão um plano detalhado para a taxa, e as comissões do porto considerarão aprovar o plano, possivelmente ainda este ano, disseram autoridades à Transport Dive na quarta-feira.

    Detalhamento

    Os portos de Los Angeles e Long Beach, Califórnia, são vistos como as principais fontes de poluição do ar no sul da Califórnia, região que vem combatendo a poluição por décadas.

    Embora a qualidade do ar tenha melhorado, as autoridades municipais de Los Angeles e Long Beach gostariam que os portos, que em conjunto formam o maior complexo portuário do país, utilizassem veículos com bateria ou com célula elétrica, exclusivamente, até 2035, para atingir ainda mais qualidade ambiental.

    As empresas de carga avançaram em tais planos, apresentando caminhões e outros veículos de carga movidos a baterias ou células de combustível de hidrogênio. Transportadoras como a UPS e fabricantes como a PACCAR apresentaram uma variedade de veículos na Advanced Clean Transportation Expo, realizada em Long Beach, em abril de 2019.

    Mas ativistas e autoridades da cidade querem uma transição mais rápida. A Breathe LA e outros grupos ambientais disseram que o Fundo para Caminhões Limpos era muito baixo, e queriam uma taxa de US $ 50. Grupos sindicais que trabalham nos portos apoiaram o cronograma das comissões e se opuseram a maiores taxas.

    A taxa do Clean Truck Fund – US $ 10 por TEU, aplicada aos proprietários de carga – visa proporcionar uma transição mais rápida através do Plano de Ação para o Ar Limpo dos portos. O dinheiro será destinado a subsídios destinados a reduzir as emissões no curto prazo, ao mesmo tempo em que avança o desenvolvimento e o uso de caminhões com emissão zero, disseram autoridades portuárias.

    “O estabelecimento de uma tarifa é um apelo aos nossos parceiros de agências, fabricantes de caminhões e outras partes interessadas do setor, mostrando que o Porto de Los Angeles está pronto para fazer parceria em um esforço abrangente para alcançar nossa visão compartilhada de uma porta de entrada comercial economicamente forte, alimentada por emissão zero “, disse Gene Seroka, CEO do Porto de Los Angeles, em comunicado após a votação de segunda-feira.

    Os portos administrarão a taxa, mas aguardam os padrões estaduais para caminhões de baixa emissão. Os padrões estaduais determinarão que tipo de caminhão se qualifica.

    A votação de segunda-feira foi uma rara reunião conjunta das comissões portuárias de Los Angeles e Long Beach. Realizada nas câmaras de reunião de Long Beach, os comissários de Los Angeles votaram pela taxa com um voto de 5 a 0. Long Beach votou pela aprovação da taxa com um voto de 3-2.

    Gostou do conteúdo? Confira também: O que é logística portuária? Descubra como funciona e porque é importante

  • Como fazer uma previsão de vendas que funciona para sua empresa?

    Como fazer uma previsão de vendas que funciona para sua empresa?

    Realizar a previsão de vendas é a melhor forma de organizar todos os setores da empresa, isso inclui o financeiro, marketing, comercial, logística e estoque. Através desse planejamento, é feito uma projeção de receitas que se espera receber dentro de um determinado período.

    Com os resultados dessa previsão, outras questões como deduções, custos, investimentos e pagamentos de contas podem ser planejados de uma forma mais precisa.

    Por que é importante fazer a previsão de vendas?

    Embora muitos empresários ignorem a realização da previsão de vendas, esse é um mecanismo que ajuda mover os negócios. 

    Através desse estudo, é possível ampliar a geração de receitas para que as companhias consigam recursos para o pagamento de despesas, realizar novos investimentos e ainda investir na compra de produtos e serviços que poderão aumentar os resultados positivos do negócio.

    A previsão de vendas deve acontecer em um negócio que prioriza o crescimento. não importa se ele é pequeno, médio ou de grande porte. É ideal que ele seja feito por bimestre, semestre e anual.

    As vantagens da previsão de vendas são:

    • Permite o crescimento da empresa, pois favorece a obtenção de resultados positivos;
    • Ajuda no controle de estoque, pois fica mais fácil fazer uma projeção de compras saudável para atender os clientes de forma satisfatória, sem que haja acúmulos desnecessários;
    •  Prepara melhor a equipe de vendas através de metas bem estipuladas para que a empresa consiga atingir os resultados esperados;
    • Melhora as ações de marketing que são elaboradas de uma forma mais assertiva para que todos os resultados sejam alcançados;
    • Atrai possíveis investidores devido a apresentação de uma previsão de vendas que se pretende alcançar dentro de 3, 6 e 12 meses;
    • Ajuda o departamento financeiro a fazer a projeção de contas a pagar da empresa;

    Métodos de previsão de vendas

    Existem diversas formas para se planejar as vendas da empresa, algumas, são mais conhecidas e eficientes, confira!

    Previsão de vendas à partir da origem do negócio

    Para começar esse cálculo, é fundamental que a empresa saiba de onde vem todas as negociações. Geralmente quem usa esse método são as companhias que investem em mídia paga e usam o inbound marketing.

    Para aplicação essa forma de previsão, é fundamental analisar alguns pontos importantes como: Valor de cada negociação por origem, registros de negócios por origem e número de leads por origem.

    Mediante a isso, são analisados um ticket médio por período de vendas.

    Previsão de vendas por vendedor

    Essa é uma das formas mais simples e comuns de se fazer a projeção de vendas, por isso, é muito usado pelas empresas, especialmente quando se trata de previsões  a curto prazo.

    Analisando o quanto cada vendedor possa fechar de negócios, é possível ter um montante de vendas que podem ser realizados nos próximos meses. Ou seja, é perfeitamente possível elaborar uma previsão de vendas inicial que pode incentivar o negócio a ter esse planejamento em mente para sempre.

    Vale lembrar que esse tipo de projeção pode ser bastante otimista, então é importante entender que esse método pode não ser tão seguro, pois é preciso ajustar os números da previsão com a realidade em cada fechamento mensal sempre levando em conta os desafios do caminho.

    Previsão de vendas por território

    Esse método é ideal para empresas que possuem muitos clientes espalhados por todo o Brasil, dessa forma, é possível realizar uma projeção em cada um desses territórios.

    A análise por território deve ser levada em conta a receita média dos clientes com relação ao número de contas ativas.

    Em todo e qualquer método de previsão de vendas é importante não ser muito otimista, pois os valores podem sair muito do controle real. Por isso, é fundamental levar em consideração as vendas realizadas mensalmente pela empresa.

    Não existe como fazer uma previsão de vendas sem analisar a realidade da empresa, mas é importante lembrar que existem gatilhos para motivar os vendedores e softwares que podem ajudar a melhorar as expectativas.

    Através dos softwares, é possível analisar o histórico de vendedores, ciclo de vendas, estágio da venda, tamanho do negócio, estratégias utilizadas e outros fatores importantes que validem ainda mais a previsão de vendas.

    Gostou do conteúdo? Confira também: Como fazer o planejamento da produção logística?