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  • Dropshipping: Um Segundo Olhar

    Dropshipping: Um Segundo Olhar

    Por Anna Hensel

    À medida que uma maior fatia das vendas se move para o online, alguns grandes varejistas estão tomando medidas para reduzir a quantidade de estoque que possuem.

    Especificamente, as lojas de departamentos e outros varejistas tradicionais estão começando a vender mais produtos em regime de dropship, o que significa que o fabricante, e não o varejista, envia o produto diretamente aos clientes. A Foot Locker anunciou que começou em escala piloto um novo programa de dropshipping com seu maior fornecedor, a Nike, no último trimestre, enquanto a Nordstrom disse durante um evento com investidores no mês passado que planeja expandir a gama de produtos em dropship daqui para frente. Outras startups de venda direta ao consumidor, como Caraway e Gravity Products, também estão começando a vender seus produtos em regime de dropship por meio de sites de varejistas como Crate and Barrel e Macy’s.

    Para varejistas e marcas, vender mais produtos em regime de dropship pode ser menos arriscado do que se comprometer com um negócio de atacado tradicional, no qual uma marca se compromete a enviar uma certa quantidade de estoque a um varejista e espera que se esgote. No entanto, tanto os varejistas quanto as marcas precisam fazer algumas concessões. Os varejistas perdem algum controle sobre a experiência do cliente, pois precisam confiar em outra empresa para colocar seu produto nas mãos do cliente em tempo hábil. Enquanto isso, as marcas obtêm menos apoio de marketing do que se fizessem um acordo exclusivo no atacado com um varejista.

    Afinal, o que é dropshipping?

    Dropshipping é um método de atendimento de pedidos em que o varejista não tem em seus depósitos o estoque do produto vendido. Este termo ganhou popularidade pela primeira vez como uma forma de se referir a indivíduos que abriam uma vitrine em sites como Amazon e eBay e vendiam produtos que na verdade não eram seus. Depois que um cliente fazia um pedido em seu site, o dropshipper fazia o pedido diretamente ao fabricante, que o despachava para o cliente. Freqüentemente isso resultava em tempos de envio mais longos do que o esperado pelos consumidores, já que os produtos tinham que ser despachados de fábricas na Ásia. Às vezes, os clientes eram enganados, pois recebiam a promessa de produtos que, de fato, não existiam.

    Mas quando um varejista como a Macy’s ou Nordstrom diz que está vendendo mais produtos em regime de dropship, isso significa algo um pouco diferente. Em um relacionamento tradicional com o atacado, um varejista como a Macy’s compraria, por exemplo, 10.000 unidades de uma panela de um fabricante de utensílios de cozinha para vender em suas lojas ou disponibilizá-las em seus centros de distribuição e, em seguida, enviá-la para um cliente que compra a panela em Macy’s.com. Mas, em um relacionamento de dropship, a Macy’s ainda lista o pote como disponível para venda em Macy’s.com, mas uma vez que o cliente faz o pedido, a fabricante de panelas, e não a Macy’s, a envia para o cliente. Nesse caso, a fabricante de panelas ainda possui um depósito onde armazena o estoque, ao contrário da primeira geração de dropshippers.

    Na maioria dos casos, as marcas precisam se inscrever para vender seus produtos por meio do site de um varejista em regime de dropship. Para participar do programa de dropshipping da Macy’s, por exemplo, as empresas devem ter “operações de atendimento eficientes e confiáveis”.

    O dropshipping para os varejistas

    Jason Goldberg, diretor de comércio da Publicis, disse que a popularidade do dropshipping tem sido cíclica nos últimos anos. Alguns varejistas que lançaram programas de dropshipping há alguns anos, como a Macy’s, dizem que isso continua sendo uma grande parte de sua estratégia. Outros, como a Target, silenciosamente os deixaram desaparecer.

    “Francamente, vejo isso como uma tática que fica na moda quando os varejistas são economicamente desafiados”, disse Goldberg. Como os varejistas não precisam gastar milhões comprando o mesmo estoque antecipadamente, o dropshipping pode ser mais econômico para eles. Os varejistas também evitam o risco de comprar em excesso.

    A Nordstrom, por exemplo, disse que transportaria mais itens em regime de dropship após um ano em que suas vendas caíram drasticamente devido à pandemia do coronavírus. Sua CFO, Anne Bramman, disse durante uma conferência com investidores no mês passado, que “Estamos apenas criando essa flexibilidade para garantir que estamos lá para atender à demanda do cliente, mas também nos mantendo muito focados na disciplina em torno de nossa gestão de estoque”, ao explicar o movimento em direção ao dropshipping.

    O movimento em direção ao dropshipping ocorre enquanto as lojas de departamento em geral estão tentando reduzir seus níveis de estoque drasticamente – o CEO da Macy’s, Jeff Gennette, disse no mês passado que a Macy’s encerrou 2020 com níveis de estoque 27% mais baixos, em comparação com 2019.

    Além de ser mais econômico, Goldberg disse que o dropshipping pode ser uma boa maneira para os varejistas venderem produtos em novas categorias nas quais eles não querem fazer um grande investimento – digamos, se a Target quisesse começar a vender plantas para complementar alguns de seus outros itens de decoração para casa.

    Porém, o risco para os varejistas é que, ao depender de um fabricante para enviar os produtos diretamente aos clientes, eles perdem algum controle sobre a Experiência do Cliente. Um cliente pode fazer uma compra de cinco produtos diferentes no site da Nordstrom, que podem ser enviados por cinco fornecedores diferentes, e chegar em dias e horários diferentes. Também pode haver um aumento nas reclamações dos clientes se um fabricante for especialmente ruim quanto ao atraso no envio de produtos, ou se eles forem danificados no transporte.

    O dropshipping para as marcas

    Vender produtos no atacado tem sido historicamente um empreendimento caro e demorado para as marcas. Alguns varejistas querem que as marcas se comprometam a criar um produto exclusivo para elas antes de concordar em vendê-lo em suas lojas ou em seu site. Um varejista pode pedir centenas de unidades de uma marca, mas pode não pagar por esse pedido até mais de 30 dias após o envio. Se um varejista não vender todos os produtos de uma marca em um trimestre, ele pode reduzir os produtos dessa marca ou enviá-los de volta para a marca, que então tem que arcar com os custos de tentar revendê-los.

    “O atacado acaba amarrando as mãos da marca”, disse Rebekah Kondrat, fundadora da consultoria Kondrat Retail.

    Mas, ao vender produtos em regime de dropship, as marcas não precisam fabricar produtos exclusivamente para qualquer varejista em particular, e ao invés disso retiram do estoque que já possuem.

    Algumas marcas também usam o dropshipping para testar o desempenho de seu produto entre os clientes de um determinado varejista, e esperam que o sucesso acabe convencendo o varejista a levar seus produtos para as lojas. A marca de cobertores pesados Gravity Products implantou essa estratégia, coloando seus produtos em regime de dropship nos sites da Bloomingdale’s e da Nordstrom, antes de fechar negócios para colocar seus produtos em lojas selecionadas desses mesmos varejistas.

    “No início do ciclo de vida da nossa marca, sentimos que o dropship era a melhor maneira de mostrar que podíamos vender no varejo”, disse o cofundador da Gravity Mike Grillo à Modern Retail por e-mail. “Isso ajudou a provar o apetite por cobertores pesados ​​e produtos da Gravity, especificamente no início, quando ainda havia ceticismo em torno da categoria.”

    O argumento de Grillo para os varejistas era que “se eles querem manter nossos produtos em estoque em seus sites, eles precisam possuir [o estoque].” Mas Goldberg disse que as marcas que convencem os varejistas a comercializarem seus produtos nas lojas após começarem como parceiros de dropshipping ainda é uma exceção, não a regra.

    Ele acrescentou que, ao vender em regime de dropship, as marcas têm menos probabilidade de serem promovidas na página inicial de um varejista ou por meio de seu email marketing, porque o varejista não tem tanto incentivo para girar o estoque de uma marca como seria se o varejista comprasse grandes quantidades disso.

    Kondrat disse que outra desvantagem do dropshipping para marcas é que a maioria das reclamações de atendimento ao cliente ainda passa pelo varejista, não pela marca, de modo que as marcas podem perder o feedback valioso vindo dos clientes.

    Ainda assim, enquanto os varejistas precisarem reduzir seus níveis de estoque para obter lucro – e as marcas estiverem ansiosas por mais lugares para vender seus produtos – o dropshipping provavelmente se tornará uma tendência maior.

    “A logística é muito mais fácil”, disse Kondrat.

    Link para o artigo original: https://www.modernretail.co/retailers/unpacked-why-dropshipping-is-getting-a-second-look/

  • Fretes Marítimos Mais Altos em 2021

    Fretes Marítimos Mais Altos em 2021

    À medida que nos aproximamos do final do ano, a Drewry reafirma sua visão de que os fabricantes e varejistas devem esperar que as taxas de frete marítimo contratado na maioria das rotas aumentem – e não caiam – em 2021, após grandes mudanças no mercado desde o surto de COVID-19.

    Ainda é muito cedo para chegar a conclusões exatas sobre as alterações nos fretes em 2021. No entanto, analistas da indústria dizem que são óbvios os sinais de que as transportadoras ganharam poder de precificação e estão gerenciando a capacidade dos navios em seu benefício no mercado spot de transporte marítimo.

    Com base no Drewry Container Freight Rate Insight, um serviço que rastreia e fornece taxas médias de frete spot globalmente em mais de 700 rotas e analisa tendências de mercado, analistas dizem que podem ver claramente que, desde o último mês de Março, as taxas spot de 2020 excederam as de 2019 por uma larga margem. O Global Freight Rate Index, uma média ponderada das taxas all-in spot nas rotas internacionais leste-oeste, norte-sul e intra-regionais, atingiu US $ 2.540 / contêiner de 40 pés em setembro de 2020, um aumento de 43% em relação a setembro de 2019.

    “Algumas rotas e regiões se destacam, beneficiando-se de fretes mais baixos, mas a grande maioria está vendo os fretes subirem – particularmente no Transpacific Eastbound, rota da Ásia para a Costa Leste dos EUA e Canadá -, onde os aumentos são preocupantemente altos para os embarcadores e muito mais lucrativos para os transportadores marítimos”, disse Philip Damas , Diretor e Consultor-líder em Práticas de Supply Chyain da Drewry, com base em Londres.

    Os aumentos estratosféricos nas taxas spot transpacíficas e a atual escassez de capacidade na Ásia levaram os órgãos reguladores na China e nos Estados Unidos a sinalizar que estão observando de perto a situação da concorrência. O Ministério dos Transportes da China se reuniu com a maioria das principais transportadoras no dia 11 de setembro e perguntou às transportadoras por que havia aumentos tão grandes nas taxas transpacíficas e expressou “esperança” de que trouxessem de volta a capacidade dos navios para o mercado.

    Nos EUA, a Comissão Marítima Federal disse em 16 de setembro que está “monitorando ativamente qualquer efeito potencial sobre as taxas de frete e os níveis de serviço de transporte, usando uma variedade de fontes e indicadores, incluindo as informações extremamente detalhadas que as partes envolvidas em um acordo de transporte devem apresentar à agência.”

    De acordo com Damas, a rota Transpacific Eastbound (aumento de até 180% entre 2019 e 2020) e a rota do Norte da Europa para a Ásia (aumento de até 130%) se destacam como rotas onde as taxas spot muito altas provavelmente têm como objetivo aumentar os fretes contratuais nas próximas licitações anuais.

    “Em outras palavras, os fretes spot (agora altos) e os fretes em contrato (agora relativamente baixos) irão convergir – com os fretes em contrato na maioria das rotas devendo aumentar em 2021. A diferença atual entre os fretes transpacíficos contratados e spot é hoje de mais de $ 2.000 / contêiner de 40 pés e incentiva os transportadores marítimos a minimizar a sua capacidade vendida com fretes em contrato (muito mais baixos) ”, disse Damas.

    Particularmente este ano, os embarcadores e despachantes devem acompanhar a evolução das taxas de frete spot porque indicam o aperto do mercado em algumas rotas, podem ser um indicador importante das taxas de contrato e podem apontar para problemas futuros de disponibilidade de capacidade se transportadoras marítimas priorizarem cargas spot (mais altas) versus cargas contratuais menos lucrativas (com classificação inferior).

    “Além do risco de taxas marítimas mais altas, a outra questão na agenda em 2021 é: quais fornecedores confiáveis ​​minha empresa deveria usar para garantir capacidade nos navios?” Damas concluiu.

    Artigo publicado originalmente em:

    https://www.scmr.com/article/u.s._supply_chain_managers_should_expect_higher_ocean_contract_rates_in_202

    Patrick Burnson

    Diretor Executivo

    Supply Chain Management Review

  • 5 dicas para saber como melhorar suas entregas

    5 dicas para saber como melhorar suas entregas

    Entender as dicas para melhorar as entregas de produtos aos clientes pode ser um grande diferencial para sua empresa. Tanto que clientes atacadistas, distribuidores e consumidores finais valorizam o prazo em que a sua compra será disponibilizada a ele.

    Agora, em tempos onde as vendas online aumentaram bastante, esse detalhe é fundamental para satisfazer o cliente e fazer com ele volte a fechar negócios com sua empresa.

    Portanto, é ideal criar estratégias para melhorar constantemente o setor de logística, pois é através dele que o seu negócio vai conquistar o mercado.

    Dicas para melhorar as entregas de produtos aos clientes

    Manter o setor de logística funcionamento adequadamente pode parecer bem fácil, todavia não é, pois exige uma grande organização, planejamento e muitas vezes, investimento em ferramentas tecnológicas que vão ser grandes aliadas.

    Apesar de trabalhoso, é perfeitamente possível. Por isso, muitas empresas se destacam não só pela qualidade dos produtos, mas pelo envio rápido e atendimento atencioso.

    Confira como sua empresa também pode conseguir isso com essas dicas para melhorar as entregas!

    como melhorar suas entregas

    1- Mantenha um bom controle de estoque

    Você vende muito e não tem produto no estoque. Você sabia que existem muitos casos semelhantes? Por conta disso, ocorrem os atrasos nos envios.

    É fundamental ter uma plataforma de gestão ERP, pois ela vai ajudar a controlar de uma forma bem rígida a quantidade de produtos, entradas e saídas e principalmente, envia avisos quando um item que vende muito está acabando e precisa de reposição.

    Fazer uma gestão eficiente do estoque é o primeiro passo para conseguir identificar as falhas que podem interferir no prazo de entrega dos produtos aos clientes.

    2- Mantenha um bom relacionamento com seus fornecedores

    Tenha em mente que você precisa muito do seu fornecedor, afinal, você depende dele para comercializar um determinado produto.

    É fundamental sempre manter a boa relação e sobretudo, um padrão de entrega. Desse modo, você poderá fazer o cálculo de quando deve fazer o pedido para que não esvazie completamente as prateleiras do seu estoque.

    Alinhar as compras e recebimento de reposição de estoque é uma ação necessária para garantir que as vendas e entregas aos seus clientes não sejam  prejudicadas.

    Portanto, selecione bem os fornecedores e tenha um acordo com eles para que essa cadeia de abastecimento não seja quebrada.

    como melhorar suas entregas

    3- Faça cálculos de estimativas de vendas

    As projeções de vendas são uma forma de entender o quanto sua empresa pode faturar em um determinado período. Trata-se de estimativas, porém, que vão ajudar muito no processo de compra e controle do estoque.

    Os setores de marketing, venda, compras, estoque e logística devem trabalhar juntos, se eles não estiverem sincronizados, um lado pode arrebentar e com certeza o prejudicado será o cliente que pode não receber o produto no tempo estimado.

    Portanto, encontre meios de jamais deixar faltar os itens que mais vendem, caso contrário, todo o esforço terá sido em vão.

    4- Avalie os melhores mecanismos logísticos

    As entregas podem ser feitas por transportadoras ou correios, vai depender muito do volume de vendas do seu negócio.

    Os correios por sua vez, atende demandas menores, porém, possuem um prazo de entrega que muitas vezes não satisfazem os clientes, pois costumam atrasar demasiadamente.

    É fundamental que se você optar pela entrega dos correios, jamais permita que o cliente confunda o seu prazo de separação e envio com o prazo do transporte pelos correios.

    Seja transparente com relação a isso, pois o atraso dos correios pode comprometer a credibilidade da sua empresa.

    Agora, empresas com volume maior de vendas podem contar com transportadoras especializadas. Nesse caso, os riscos de atrasos e extravios são menores, ademais, elas oferecem um seguro que permite o ressarcimento rápido, caso houver algum problema.

    5- Considere formas alternativas de transporte

    Nessa altura, você já tem um bom controle de estoque e todos os setores estão trabalhando em conjunto, inclusive os correios ou a transportadora que realiza a entrega.

    Mas, você já está preparado para imprevistos?

    Por exemplo: Greve dos Correios ou Problemas com a empresa Transportadora atual?

    Essa é uma das dicas para melhorar as entregas que você não pode deixar passar batido. 

    Ou seja, sua empresa precisa de um Plano B para não comprometer os envios. Tenha uma carta na manga para não deixar o cliente esperando muito.

    Várias novidades no mercado estão surgindo, jamais deixe se atualizar no mundo da Logística.Uma delas é o CrossDocking, um sistema de distribuição que funciona da seguinte forma:

    Um cliente compra um produto do site do vendedor, então, ele é enviado ao um centro de distribuição através de um sistema de redistribuição que faz o envio ao cliente.

    O Mercado Livre trabalha dessa forma através do Mercado Envios, isso explica a agilidade das entregas em determinadas regiões. Além disso, muitas empresas estão aderindo esse conceito.

    Dentro desse contexto, nunca deixe de se aperfeiçoar no campo da Logística com dicas para melhorar as entregas, pois as novidades não param de surgir. 

    Gostou do conteúdo? Confira também: A importância da logística em tempos de crise

  • A importância da logística em tempos de crise

    A importância da logística em tempos de crise

    O mundo está vivendo momentos difíceis, pois inúmeros setores da economia foram atingidos. Como serviços estão paralisados, muitas empresas tiveram que adotar novos sistemas de trabalho, inclusive, reduzir as atividades. Mas, como fica a logística em tempos de crise?

    A logística é o elemento chave em meio a crise, porém, está enfrentando grandes desafios como a redução da demanda em alguns setores e ao mesmo tempo, o aumento da demanda em outros setores como o ramo alimentício e de medicamentos.

    Os chamados “serviços essenciais” estão com uma logística bastante atuante em diversos cantos do Brasil e do mundo.

    O papel da logística em tempos de crise é mais evidente do que nos dias normais!

    Já imaginou se esse setor do mercado estivesse parado? Como as pessoas iriam ter a acesso aos alimentos, medicamentos, insumos para hospitais e outros bens de consumo?

    Talvez, boa parte da população não pare para pensar nesse detalhe, mas cada caminhão visto nas ruas podem ser comparados como as artérias que levam oxigênio ao corpo humano.

    Sem elas em pleno funcionamento, a vida ficaria por um fio.

    A logística tem uma atuação de destaque diante esse momento de pandemia, afinal, ela é a responsável por levar os produtos do fabricante até os pontos de vendas para o consumidor final.

    Além disso, é visto que pequenas ações logísticas também se movem do restaurante que faz a entrega do pedido, do supermercado que leva às compras ao cliente, entre outras.

    Ou seja, logística é vida, esse setor faz os produtos se moverem até chegar no destino final.

    O fluxo de produtos é extremamente necessário, se não existisse a logística, todo o sistema econômico do País entraria em colapso rapidamente, bem como haveria escassez de produtos essenciais à vida.

    importância da logística em tempos de crise

    Como a logística é impactada diante de cenários difíceis?

    É um grande desafio para esse setor do mercado conseguir atender o mercado com agilidade. 

    A logística em tempos de crise precisa trabalhar mais rápido, isso inclui a diminuição nos prazos de entrega, especialmente quando se fala em abastecimento urgente envolvendo medicamentos, alimentos e insumos hospitalares.

    O problema é que essa situação não foi planejada, nem a produção de todos esses produtos e muito menos a entrega em tempo recorde. Por isso, está acontecendo uma escassez no mercado de muito itens de proteção individual.

    Com isso, ocorre a necessidade de importação de insumos envolvendo um maior deslocamento das empresas de transporte.

    Os profissionais da área de logística estão trabalhando bastante, além disso, precisam enfrentar grandes burocracias , pois todos os locais estão operando com grandes barreiras sanitárias.

    O esforço da logística em tempos de crise precisa ser mencionado, afinal , é por causa desses profissionais que ainda tem alimentos nos supermercados, medicamentos nas farmácias e materiais e equipamentos nos hospitais.

    A dedicação e o trabalho árduo da logística permite que a população passe por esses momentos difíceis sem a escassez de produtos essenciais. 

    Porém, infelizmente existe a área de logística que está parada, especialmente no setor de imóveis, eletrodomésticos, automotivo, vestuário e outros. Nesse caso, a gestão empresarial precisa entrar em ação com ajustes para buscar novas oportunidades.

    Já é visto que o setor do varejo digital está se fortalecendo, isso também trará impactos para a logística, que vai precisar  enxergar essa nova oportunidade de negócios e se reinventar para se manter ativo no mercado em meio a crise.

    Gostou do conteúdo? Confira também: 4 dicas para aperfeiçoar sua logística e bombar seu delivery

  • O que é Supply Chain e para que serve?

    O que é Supply Chain e para que serve?

    Supply Chain é um conceito relacionado ao fluxo de materiais e atividades referentes ao processo de produção. Isso significa que engloba toda a cadeia de suprimentos, desde a compra da matéria prima, o recebimento e a transformação disso em produto, bem como sua distribuição e entrega ao consumidor final.

    O caminho que esses materiais tomam é fundamental para identificar fatores que possam melhorar o processo de produção. Porém, é fundamental entender que não existem semelhanças entre Supply Chain e Logística.

    Como funciona o Supply Chain?

    Primeiramente, vamos explicar o porquê Supply Chain e Logística não são a mesma coisa. A logística abrange processos que cuidam do transporte de mercadorias, segurança e monitoramento através de alta tecnologia. Ou seja, ela abrange atividades de movimentação de materiais, armazenamento e distribuição.

    Já o Supply Chain é mais abrangente, pois compreende tanto a logística e seus processos como a compra de matéria prima, armazenamento do fornecedor, recebimento, envio para varejistas, distribuição nas lojas e entrega ao consumidor final.

    Em síntese, o Supply Chain é uma grande rede que envolve fornecedores, clientes, transportadoras e todos os outros parceiros da empresa.

    A logística é uma das etapas dentro da cadeia de suprimentos, que aliás, é importante, pois envolve custos com frete, transporte e armazenamento.

    Supply Chain

    Quais são os objetivos do Supply Chain?

    O Supply Chain não é apenas um conceito, ele é um conjunto de processos coerentes no gerenciamento da cadeia de suprimentos. Entre suas principais funções estão:

    1- Integração de informações

    Com todas as áreas envolvidas no processo integradas, fica mais fácil organizar e otimizar os recursos. Com isso, o gestor tem dados sobre envio e recebimento, registro de pedidos, logística e demais informações essenciais.

    2- Facilita o cumprimento de prazos

    Gerenciar os prazos é um desafio para as empresas, mas quando elas conseguem fazer isso ganha-se melhor performance e confiança do cliente. Com essa ferramenta, é possível simplificar todas as operações e principalmente, dar mais atenção ao cumprimento de prazos estabelecidos.

    3- Permite controlar indicadores de performance

    As empresas conseguem acompanhar as métricas importantes para o crescimento do negócio. A ferramenta oferece inúmeros recursos de análises onde é perfeitamente possível saber os custos, quantidade e qualidade dos itens produzidos e o tempo de escoamento de mercadorias.

    Através dessas métricas é possível avaliar a necessidade de fazer ajustes rapidamente.

    Supply Chain

    Por que o Supply Chain é importante nas empresas?

    As grandes empresas encaram o Supply Chain como uma estratégia para melhorar os procedimentos e ainda obter outras vantagens como:

    • Redução de custos;
    • Aprimoramento da experiência do consumidor;
    • Ganho de vantagem competitiva;
    • Integração de áreas funcionais dentro da empresa;
    • Gestão mais eficiente com fornecedores, transportadoras e parceiros;
    • Melhoria no gerenciamento do estoque e armazenamento de produtos;
    • Eficiência nos prazos de entrega;
    • Agilidade operacional;

    Como consequência disso, o Supply Chain pode aumentar os lucros da empresa e trazer um diferencial competitivo inalcançável pela concorrência. Além disso, não podemos esquecer do aumento na satisfação do cliente, que é o objetivo principal de toda a cadeia de suprimentos.

    Gostou do conteúdo? Confira também: Você deseja melhorar sua gestão logística? Então confira estas 5 dicas!

  • Portos de Los Angeles e Long Beach aprovam taxa para eliminar progressivamente caminhões a diesel

    Portos de Los Angeles e Long Beach aprovam taxa para eliminar progressivamente caminhões a diesel

    Por: Jim Stinson

    Publicado originalmente no dia 11 de Março de 2020 por Tranport Dive.  

    Resumo

    As comissões portuárias de Long Beach e Los Angeles aprovaram uma taxa de US $ 10 por caminhão para ajudar a financiar a transição para veículos elétricos nos dois portos gigantes. A taxa é chamada Clean Truck Fund, de acordo com uma resolução conjunta publicada pelas comissões na segunda-feira.

    A taxa – que poderá chegar US $ 20, no caso de carretas – seria aplicada em caminhões que não tenham emissão nula ou não atendam aos padrões estaduais de emissões. Os portos esperam arrecadar US $ 90 milhões anualmente, de acordo com a resolução. 

    Detalhes do Clean Truck Fund, incluindo cronograma de implementação, ainda estão sendo elaborados. Os portos projetarão um plano detalhado para a taxa, e as comissões do porto considerarão aprovar o plano, possivelmente ainda este ano, disseram autoridades à Transport Dive na quarta-feira.

    Detalhamento

    Os portos de Los Angeles e Long Beach, Califórnia, são vistos como as principais fontes de poluição do ar no sul da Califórnia, região que vem combatendo a poluição por décadas.

    Embora a qualidade do ar tenha melhorado, as autoridades municipais de Los Angeles e Long Beach gostariam que os portos, que em conjunto formam o maior complexo portuário do país, utilizassem veículos com bateria ou com célula elétrica, exclusivamente, até 2035, para atingir ainda mais qualidade ambiental.

    As empresas de carga avançaram em tais planos, apresentando caminhões e outros veículos de carga movidos a baterias ou células de combustível de hidrogênio. Transportadoras como a UPS e fabricantes como a PACCAR apresentaram uma variedade de veículos na Advanced Clean Transportation Expo, realizada em Long Beach, em abril de 2019.

    Mas ativistas e autoridades da cidade querem uma transição mais rápida. A Breathe LA e outros grupos ambientais disseram que o Fundo para Caminhões Limpos era muito baixo, e queriam uma taxa de US $ 50. Grupos sindicais que trabalham nos portos apoiaram o cronograma das comissões e se opuseram a maiores taxas.

    A taxa do Clean Truck Fund – US $ 10 por TEU, aplicada aos proprietários de carga – visa proporcionar uma transição mais rápida através do Plano de Ação para o Ar Limpo dos portos. O dinheiro será destinado a subsídios destinados a reduzir as emissões no curto prazo, ao mesmo tempo em que avança o desenvolvimento e o uso de caminhões com emissão zero, disseram autoridades portuárias.

    “O estabelecimento de uma tarifa é um apelo aos nossos parceiros de agências, fabricantes de caminhões e outras partes interessadas do setor, mostrando que o Porto de Los Angeles está pronto para fazer parceria em um esforço abrangente para alcançar nossa visão compartilhada de uma porta de entrada comercial economicamente forte, alimentada por emissão zero “, disse Gene Seroka, CEO do Porto de Los Angeles, em comunicado após a votação de segunda-feira.

    Os portos administrarão a taxa, mas aguardam os padrões estaduais para caminhões de baixa emissão. Os padrões estaduais determinarão que tipo de caminhão se qualifica.

    A votação de segunda-feira foi uma rara reunião conjunta das comissões portuárias de Los Angeles e Long Beach. Realizada nas câmaras de reunião de Long Beach, os comissários de Los Angeles votaram pela taxa com um voto de 5 a 0. Long Beach votou pela aprovação da taxa com um voto de 3-2.

    Gostou do conteúdo? Confira também: O que é logística portuária? Descubra como funciona e porque é importante

  • Como fazer uma previsão de vendas que funciona para sua empresa?

    Como fazer uma previsão de vendas que funciona para sua empresa?

    Realizar a previsão de vendas é a melhor forma de organizar todos os setores da empresa, isso inclui o financeiro, marketing, comercial, logística e estoque. Através desse planejamento, é feito uma projeção de receitas que se espera receber dentro de um determinado período.

    Com os resultados dessa previsão, outras questões como deduções, custos, investimentos e pagamentos de contas podem ser planejados de uma forma mais precisa.

    Por que é importante fazer a previsão de vendas?

    Embora muitos empresários ignorem a realização da previsão de vendas, esse é um mecanismo que ajuda mover os negócios. 

    Através desse estudo, é possível ampliar a geração de receitas para que as companhias consigam recursos para o pagamento de despesas, realizar novos investimentos e ainda investir na compra de produtos e serviços que poderão aumentar os resultados positivos do negócio.

    A previsão de vendas deve acontecer em um negócio que prioriza o crescimento. não importa se ele é pequeno, médio ou de grande porte. É ideal que ele seja feito por bimestre, semestre e anual.

    As vantagens da previsão de vendas são:

    • Permite o crescimento da empresa, pois favorece a obtenção de resultados positivos;
    • Ajuda no controle de estoque, pois fica mais fácil fazer uma projeção de compras saudável para atender os clientes de forma satisfatória, sem que haja acúmulos desnecessários;
    •  Prepara melhor a equipe de vendas através de metas bem estipuladas para que a empresa consiga atingir os resultados esperados;
    • Melhora as ações de marketing que são elaboradas de uma forma mais assertiva para que todos os resultados sejam alcançados;
    • Atrai possíveis investidores devido a apresentação de uma previsão de vendas que se pretende alcançar dentro de 3, 6 e 12 meses;
    • Ajuda o departamento financeiro a fazer a projeção de contas a pagar da empresa;

    Métodos de previsão de vendas

    Existem diversas formas para se planejar as vendas da empresa, algumas, são mais conhecidas e eficientes, confira!

    Previsão de vendas à partir da origem do negócio

    Para começar esse cálculo, é fundamental que a empresa saiba de onde vem todas as negociações. Geralmente quem usa esse método são as companhias que investem em mídia paga e usam o inbound marketing.

    Para aplicação essa forma de previsão, é fundamental analisar alguns pontos importantes como: Valor de cada negociação por origem, registros de negócios por origem e número de leads por origem.

    Mediante a isso, são analisados um ticket médio por período de vendas.

    Previsão de vendas por vendedor

    Essa é uma das formas mais simples e comuns de se fazer a projeção de vendas, por isso, é muito usado pelas empresas, especialmente quando se trata de previsões  a curto prazo.

    Analisando o quanto cada vendedor possa fechar de negócios, é possível ter um montante de vendas que podem ser realizados nos próximos meses. Ou seja, é perfeitamente possível elaborar uma previsão de vendas inicial que pode incentivar o negócio a ter esse planejamento em mente para sempre.

    Vale lembrar que esse tipo de projeção pode ser bastante otimista, então é importante entender que esse método pode não ser tão seguro, pois é preciso ajustar os números da previsão com a realidade em cada fechamento mensal sempre levando em conta os desafios do caminho.

    Previsão de vendas por território

    Esse método é ideal para empresas que possuem muitos clientes espalhados por todo o Brasil, dessa forma, é possível realizar uma projeção em cada um desses territórios.

    A análise por território deve ser levada em conta a receita média dos clientes com relação ao número de contas ativas.

    Em todo e qualquer método de previsão de vendas é importante não ser muito otimista, pois os valores podem sair muito do controle real. Por isso, é fundamental levar em consideração as vendas realizadas mensalmente pela empresa.

    Não existe como fazer uma previsão de vendas sem analisar a realidade da empresa, mas é importante lembrar que existem gatilhos para motivar os vendedores e softwares que podem ajudar a melhorar as expectativas.

    Através dos softwares, é possível analisar o histórico de vendedores, ciclo de vendas, estágio da venda, tamanho do negócio, estratégias utilizadas e outros fatores importantes que validem ainda mais a previsão de vendas.

    Gostou do conteúdo? Confira também: Como fazer o planejamento da produção logística?

  • Sistema de Armazenagem: Conheça os 6 principais tipos

    Sistema de Armazenagem: Conheça os 6 principais tipos

    Ter um sistema de armazenagem eficiente realmente faz toda a diferença na gestão do estoque, em grandes centros de distribuição esse tipo de procedimento já é uma realidade para que as empresas consigam administrar um grande número de produtos de uma forma bastante organizada e rápida.

    Porém, é importante salientar que existem muitos tipos de sistemas, cada um deles tem um mecanismo diferenciado, o ideal é que se conheça os principais para saber qual deles se encaixa melhor no perfil do seu negócio.

    Confira quais são as possibilidades!

    1- Sistema de armazenagem Carrossel

    Esse tipo se trata de estantes onde suas prateleiras deslizam na horizontal até as áreas de trabalho. A vantagem desse sistema é sua capacidade de armazenamento de inúmeros itens como: Roupas, caixas e outros artigos.

    O lado positivo é que ele não é custoso e agrega muita funcionalidade na movimentação de inúmeros materiais.

    2- Flow Rack

    Estrutura de metal produzida com uma inclinação, dessa forma as mercadorias podem ser deslizadas. Nesse sistema de armazenagem é ideal para produtos menores e leves, pois é disposto no local em caixas, quando os itens acabam, a própria fica disponível para utilização, com isso, sabe-se que está na hora de repor o produto.

    Esse mecanismo pode ajudar muito na hora de separar mercadorias para despacho, pois torna o processo bem organizado e de fácil visualização.

    3- Esteiras Transportadoras

    Usado quando se busca mais praticidade e agilidade na movimentação de mercadorias, é ideal para pequenas distâncias.

    Comumente, esse estilo é usado em centros de distribuição que possuem mais de um andar, pois as esteiras permitem que os itens cheguem no próximo nível mais rápido sem que haja necessidade de deslocamento de pessoal.

    No entanto, é fundamental ressaltar que essa modalidade é mais indicada para mercadorias que já estejam embaladas, pois se for a granel podem se espalhar e causar muito transtorno.

    4- Tradicional

    Esse formato não pode ficar de fora, pois é o mais convencional possível, usado pela maioria das empresas. Se trata do uso de prateleiras em amplos corredores para que as empilhadeiras possam auxiliar no armazenamento das cargas que são paletizadas.

    Geralmente esse mecanismo é usado em estoques com alta movimentação, as empilhadeiras facilitam todo o manuseio de separação de produtos e também de estocagem.

    O sistema é fornecido em módulos e podem ser adaptados em diversos espaços, pois é montado facilmente sendo prático também o seu deslocamento em caso de mudanças de layout do ambiente de trabalho.

    5- Mezanino

    O sistema de armazenagem nesse estilo é indicado para estoques verticais, como o próprio nome já diz, ele representa uma espécie de 2º andar que pode ser usado para guardar produtos.

    É possível usar prateleiras tanto em cima como embaixo dele, desse modo, os espaços são melhores aproveitados para estocar os produtos. 

    O mezanino é muito usado no comércio, onde o espaço é bastante reduzido e existe a necessidade de otimizar os espaços.

    6- Porta Paletes

    Outra alternativa para as empresas que buscam por estocagem vertical é o porta paletes, eles possuem uma forte estrutura de aço especialmente destinada para suportar mercadorias mais pesadas.

    Nesse caso, é fundamental usar empilhadeiras em seu manuseio, pois as estruturas superiores são bem altas.

    Os porta paletes são uma forma simples de armazenar os produtos, ademais, não é necessário fazer nenhuma movimentação desnecessária de cargas para ter acesso a outros produtos.

    É sabido que a verticalização do estoque ajuda na otimização dos espaços e também facilita a movimentação dos produtos.

    Mediante a tantas opções de sistema de armazenagem, as empresas precisam avaliar quais são as suas reais necessidades e também o espaço disponível para fazer sua escolha.

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  • Tudo o que você precisa saber sobre a malha rodoviária brasileira

    Tudo o que você precisa saber sobre a malha rodoviária brasileira

    A malha rodoviária brasileira é caracterizada por um conjunto de vias, elas são classificadas e hierarquizadas de acordo com sua funcionalidade dentro de um padrão urbanístico. A função principal das vias é a mobilidade das modais de transporte rodoviário e do tráfego veicular.

    De acordo com os dados anuários da CT, apenas 12,4% da malha rodoviária brasileira é pavimentada e a maioria delas é de pista simples, ou seja, condições que realmente deixam a desejar e na maioria das vezes são classificadas como rodovias em péssimo estado.

    Qual é a importância da malha rodoviária brasileira?

    A malha rodoviária do Brasil é responsável pela movimentação de mais de 60% das mercadorias entre os estados e cerca de 90% dos passageiros, isso é o que mostrou o relatório anuário CNT de transporte.

    Ou seja, o País depende muito das rodovias para escoar sua produção e movimentar pessoas. Isso acontece porque desde o começo da república os governos só investiram e deram prioridade para o transporte rodoviário, com isso, acabam deixando outras modais obsoletas.

    No entanto, o grande problema é que boa parte da malha rodoviária do Brasil está de mal a pior, pois não tem manutenção ou investimentos de pavimentação. Isso só traz prejuízos ao setor de transportes e também para a indústria que não consegue enviar sua produção para todos os cantos do País.

    As poucas rodoviárias que ainda estão em boas condições são administradas pela iniciativa privada, porém essas cobram pedágios.

    Com rodovias ruins é fato que os veículos sofram mais manutenções, troca de pneus e problemas no motor. Além disso, o fato de percorrerem longas distâncias, faz com que se gaste muito combustível o que acaba encarecendo cada vez mais os produtos quando eles chegam no consumidor final.

    Infelizmente, a malha rodoviária brasileira ainda tem mais um pormenor, é a questão da insegurança das estradas que obrigam os empresários logísticos a investirem em seguros da carga e outras tecnologias que custam caro. Por sua vez, esse valor é repassado ao produto.

    De modo geral, todos os brasileiros pagam o preço devido a uma malha rodoviária deficitária e insegura.

    Como resolver o problema da malha rodoviária brasileira?

    Claramente se nota a necessidade de investimentos em infraestrutura. É urgente que se tome uma atitude para expandir e melhorar a qualidade de toda a malha rodoviária, não somente no quesito pavimentação, mas também em segurança e escoamento de veículos, pois as vias estão sobrecarregadas.

    Enquanto todos esses problemas continuarem existindo, a elevação dos custos operacionais no transporte não vão parar de crescer, até porque, a frota de veículos no Brasil é grande e comporta mais de 100 milhões de veículos circulando em estradas de péssimas condições que se deterioram a cada ano.

    O Brasil possui 1 720 700 quilômetros de estradas e rodovias, o que o torno a quarta maior malha rodoviária do mundo, porém destas, apenas 105 814 quilômetros são pavimentados.

    Infelizmente, estradas de terra ainda são muito vistas, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do País, fatores que resultam em grandes prejuízos para o transporte de cargas e para a população que tem menos acesso a determinados produtos, sem mencionar a exposição para acidentes.

    A concessionária CCR Rodonorte estima que o País precisa de aproximadamente 292 bilhões para melhorar a malha rodoviária brasileira, isso inclui a recuperação das rodovias, duplicações e a retomada da expansão de estradas.

    O Ministério dos Transportes afirma que tem esse estudo e sabe da necessidade dos investimentos, mesmo assim, o Brasil ocupa a posição de 111º do quesito qualidade de rodovias em todo o mundo. Se não bastasse isso, as obras que são entregues são de má de qualidade e sem um plano de manutenção.

    Gostou do assunto? Confira também: O que é roteirização na logística?

  • Navegação de cabotagem: O que é e quais os benefícios?

    Navegação de cabotagem: O que é e quais os benefícios?

    A navegação de cabotagem é feita entre os portos de um mesmo País usando vias marítimas ou outros tipos de cursos igualmente navegáveis como rios e lagos. O objetivo é transportar mercadorias de uma ponta a outra sem sobrecarregar as rodovias.

    O que diferencia a navegação de cabotagem dos outros transportes marítimos em geral é que ela não é uma navegação de longo curso, ou seja, não se perde a costa de vista.

    Como funciona a navegação de cabotagem no Brasil?

    O País possui excelentes recursos naturais para realizar a cabotagem, mas infelizmente, esse potencial não é tão explorado como poderia ser. Isso acontece porque o Brasil dá muita prioridade para o transporte rodoviário, além de ser uma modalidade mais cara, ela sobrecarrega as vias de todo o território.

    No ano de 1920 o Brasil ganhou muitos incentivos para construção de estradas, desde então, não se pensou em investir em outras modalidades de transporte.

    Com aproximadamente 8 mil quilômetros de costa, o ideal seria explorar todo esse potencial. Nos últimos anos houve um lento crescimento nesse setor, onde foram comprados 21 embarcações sofisticadas e modernas com a bandeira brasileira para realizar o transporte de contêineres.

    Embora haja esse crescimento, mais de 63% da produção brasileira ainda é escoada pelas rodovias, enquanto que 21% passa pelas ferrovias e apenas 13% se dividem entre a navegação de cabotagem, fluvial e lacustre.

    Quais as vantagens da navegação de cabotagem no Brasil?

    Alcançar o equilíbrio entre as modais pelo visto é assunto que está ficando em segundo plano pela política brasileira, apesar da excelente quilometragem de costa e portos desenvolvidos, ainda há muita margem de crescimento nesse quesito.

    A navegação de cabotagem apresentam inúmeros benefícios, os principais deles são:

    • Grande capacidade de carga – Pode ser transportado um bom volume de produtos armazenados em contêineres de uma só vez. 
    • É seguro – Possui menos riscos de roubos quando comparado ao transporte rodoviário;
    • Polui menos – Não agride a natureza, pois emite menos gases poluentes como acontece com os caminhões;
    • Econômico – O uso de combustíveis é menor do que outras modais;
    • Redução do trânsito – O aproveitamento desse recurso para transporte de mercadorias poderia reduzir a frota de caminhões nas estradas, como consequência disso, a poluição seria menor, haveria uma redução de gastos com manutenções do asfalto e certamente, aconteceria menos acidentes e mortes;

    Existe uma grande defesa em prol da cabotagem especialmente quando o assunto é a emissão dos gases poluentes. Em tese, um navio emite quatro vezes menos carbono por tonelada transportada do que um caminhão.

    É por isso que em Países como China e Estados Unidos, essa modalidade movimenta grandes volumes de carga.

    Desvantagens da navegação por cabotagem

    Embora a atuação brasileira nessa modalidade seja tímida, os setores de granéis líquidos (óleos e derivados de petróleo) são os que mais usam a cabotagem. Com relação aos granéis sólidos ( milho, trigo e soja) a movimentação é muito pequena.

    Existem fatores que reduzem o acesso a essa modalidade, são elas:

    • Burocracia portuária que prejudica o desembaraço da mercadoria. No transporte rodoviário, isso se desenrola em 3 dias, enquanto que na cabotagem, pode levar de 5 a 6 dias;
    • Limitação das rotas devido a falta de investimentos na modalidade;
    • Lentidão no deslocamento das mercadorias e como consequência, exige um prazo maior na entrega;
    • Os combustíveis usados em navios não tem isenção de impostos;

    Certamente que muitos desses pontos negativos podem ser resolvidos com um investimento maior no setor, isso cabe a política brasileira. O fato é que um País produtivo como Brasil e com uma extensa costa, a navegação por cabotagem ainda tem muito a se desenvolver.

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